Técnicos das secretarias de Educação participam de seminário sobre avaliação

Objetivo desenvolver uma proposta de aprimoramento das avaliações estaduais da Educação Básica, além da possibilidade de integrar avaliações estaduais e federais. – Foto por: Consed Nacional

Objetivo desenvolver uma proposta de aprimoramento das avaliações estaduais da Educação Básica, além da possibilidade de integrar avaliações estaduais e federais.

Técnicos de todas as secretarias de Educação dos estados e do Distrito Federal participam até esta quarta-feira (11.10) do Seminário sobre Avaliação da Educação Básica, realizado em Recife (PE). O evento é resultado do Grupo de Trabalho de Avaliação do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), que tem como objetivo desenvolver uma proposta de aprimoramento das avaliações estaduais da Educação Básica, além da possibilidade de integrar avaliações estaduais e federais.

Cerca de 500 educadores, técnicos educacionais e representantes do Instituto Ayrton Senna, Instituto Unibanco, Itaú Social, entre outras instituições, participam do evento que conta com a presença de palestrantes internacionais como Catherine Millett, e autoridades como Maria Inês Fini, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O grupo é coordenado pelo secretário de Educação de Pernambuco, Fred Amâncio.

De acordo com os organizadores, a Avaliação Escolar é uma preocupação permanente dos educadores do país, pois reflete o trabalho desenvolvido nas escolas. O sistema de avaliação brasileiro começou a ser implementado no final da década de 1980, foi ampliado e chegou ao modelo atual, em que todas as etapas e níveis de ensino são objetos de avaliação padronizada organizada pelo INEP, com exceção da Educação Infantil.

Os anos finais do Ensino Fundamental são avaliados bienalmente, de forma censitária, por meio da Prova Brasil. Para o Ensino Médio, a avaliação é amostral, via Saeb, a cada dois anos. “Estes modelos de avaliação deixam de fora algumas áreas de conhecimento e os componentes socioemocionais. Além disso, os sistemas estaduais e as avaliações nacionais não são integrados, o que aumenta os gastos para a construção de medidas de desempenho”, explica Amâncio.

Segundo ele, o GT de Avaliação trabalhou para construir um diagnóstico sobre as avaliações nas redes estaduais, o que está permitindo a ampliação dos debates sobre a construção do sistema nacional de avaliação.

Entre os palestrantes nacionais estão os especialistas Ricardo Paes de Barros, Francisco Soares, Ricardo Madeira, Reynaldo Fernandes, Telma Vinha, Daniel Santos, Ricardo Primi, Manuel Palácios, Joaquim José Soares Neto e Ruben Klein, além da presidente do INEP, Maria Inês Fini. Catherine Millet (ETS), Manuel Moscoso (Chile) e Paulo Santiago (OCDE) são os convidados internacionais.

Mato Grosso

Mato Grosso está representado no seminário pela superintendente de Educação Básica da Secretaria de Educação, Esporte e Lazer (Seduc), Mirta Grisel Garcia de Kehler.

De acordo com ela, a meta é desenvolver uma proposta de aprimoramento das avaliações estaduais da educação básica, além da possibilidade de integrar avaliações estaduais e federais.

O desafio será definir quais as competências socioemocionais que Mato Grosso pretende formar na rede estadual de ensino e, a partir daí, inserir no currículo. “A intenção é discutir essas competências categorizadas em interpessoais, intrapessoais e híbridas. Mato Grosso, assim como os demais estados, deve realizar uma consulta para definir qual delas será incorporada?, frisa.

Competências para a vida

Na segunda (09.10), os técnicos participaram da Oficina sobre Competência para a Vida nos Currículos, ministrada pelo professor e economista Ricardo Paes de Barros.

A reunião, promovida pelo Consed, em parceria com o Instituto Ayrton Senna e o Insper, também contou com a participação do secretário de Educação de Pernambuco, Fred Amâncio, anfitrião do evento e vice-presidente do Consed, região Nordeste.

O objetivo da iniciativa é realizar uma pesquisa de opinião sobre quais competências devem estar no currículo, dentre as que integram mapa de competências para a vida. O resultado deve ser entregue até o dia 30 de novembro.

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