“É preciso uma solução imediata”, diz Claudinei sobre trecho na proximidade da ponte Lourencinho


Foto: SAMANTHA DOS ANJOS FARIAS

Com o aumento considerável de acidentes após a duplicação da rodovia BR-364, que trouxe um novo traçado de via nas proximidades da ponte sob Córrego Lourencinho, no perímetro urbano de Rondonópolis, a Câmara de Vereadores do município realizou, na noite desta quinta-feira (4), audiência pública para discutir o assunto. O único deputado estadual que participou do evento foi o Delegado Claudinei (PSL) que, na oportunidade, se colocou à disposição para encontrar uma solução, ainda que paliativa, para resolver o problema mais rápido possível.

“Infelizmente, depois da duplicação houve o aumento de acidentes no local. Inclusive, fui conferir ‘in loco’ qual a verdadeira situação da rodovia neste trecho e vimos que é preciso encontrarmos uma solução imediata, ainda que paliativa para resolver o problema. Fico feliz de ouvir do superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit) que já tem estudo para duplicação da ponte. Mas, acredito que de imediato poderia ver essa proposta de redução ou extinção desse canteiro antes de chegar na ponte, além de melhorar a sinalização. Para quem não conhece a região, é muito confuso para qual lado precisa ir se quiser sair de Rondonópolis”, avaliou o parlamentar estadual, ao participar da audiência por meio de videoconferência.

Na oportunidade, ele lamentou a não presença de nenhum representante da Prefeitura de Rondonópolis e se dispôs para articular junto à bancada federal, ao Ministério de Infraestrutura e ao município. “Se precisar, vamos articular junto aos parlamentares federais, principalmente os que são da nossa região, como o deputado federal José Medeiros e o senador Wellington Fagundes”, completou Claudinei.

Autor do requerimento dessa audiência, o vereador subtenente Guinancio (PSB), disse que o problema surgiu após a duplicação do trecho devido uma acentuada curva próxima a ponte. “Fomos procurados pelo doutor Sebastião Lima, que é morador da região, e explanou os problemas no local. Neste debate, não desejamos apontar culpado ou responsáveis. Ao contrário, queremos encontrar uma solução o mais breve possível”, destacou Guinancio.

Morador do bairro Verde Teto, o advogado Sebastião Lima, disse que o número de acidentes aumentou por conta da curva em “S”, antes de chegar na ponte. “Caminhões com carga viva e algodão capotam fácil no local e não é devido ao excesso de velocidade. A nossa sugestão é tirar a última ponta do canteiro e levar o retorno para a entrada do bairro Verde Teto, pois fica muito mais fácil para o caminhão vir reto. Imagina um bitrem de 30 metros de comprimento fazendo o “S” numa entrada de uma ponte. Para fazer duplicação vai levar uns cinco anos porque precisa licitar e ter as licenças aprovadas. É lá precisamos que se faça algo imediato”, sugeriu Lima.

Por fim, o superintendente do Dnit em Mato Grosso, Antônio Gabriel Oliveira dos Santos, reconheceu que a engenharia utilizada no trecho, que afunila na ponte, não é a melhor solução. Mas, foi a encontrada levando em conta os recursos da obra, bem como a localização dos postes da energia elétrica. “A linha de baixa tensão atrasou um pouco a entrega da obra e a geometria da via foi balizada por conta desses postes. Já iniciamos os estudos técnicos para fazer essa adequação e vamos procurar alocar recursos assim que os estudos forem concluídos e iniciar a obra”, explicou o superintendente.

Segundo Antônio Gabriel, em caráter imediato, inicialmente foi feita toda a sinalização alertando para o afunilamento da via. “Mesmo assim, tivemos acidentes de caminhões de carga alta com tombamento. Por isso, reforçamos a sinalização e solicitamos a lombada eletrônica. Como processos de colocação de lombadas eletrônicas e radares foram judicializados, temos que pedir autorização. Acredito que no prazo de até 30 dias consigamos colocar essa lombada”.

Também participaram da audiência, Francisco Élcio Lucena, superintendente da Polícia Rodoviária Federal de Mato Grosso (PRF); Miguel Mendes, presidente da Associação de Cargas (ATC); a vereadora Kalynka Meireles (Republicanos), além de um representante do senador Carlos Fávaro (PSD).

Fonte: ALMT

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