Em reunião de comitê de enfrentamento, deputado cita risco de desabastecimento: “Mato Grosso não pode parar”


Foto: Marcos Lopes

“Estamos vivenciando um grave problema de saúde pública, sim! Mas se vier o desemprego, a fome e a miséria as coisas tendem a piorar”. O alerta foi feito pelo deputado estadual Xuxu Dal Molin (PSC), na sexta-feira (26), durante reunião com integrantes do Comitê de Prevenção e Enfrentamento ao Coronavírus de Sorriso.

Convocada em caráter de urgência, após a divulgação do novo decreto do Governo do Estado, o encontro reuniu membros dos Poderes, líderes religiosos, além de representantes do setor produtivo e entidades de classes como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e os organizadores do “Tratoraço”.

Em seu pronunciamento, Dal Molin citou algumas ações desenvolvidas por ele com apoio da iniciativa privada, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e de instituições como; a Associação Mato-grossense de Produtores de Algodão (AMPA), a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), e que resultaram na doação de milhares de itens, entre eles, máscaras faciais, kits de Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs), álcool em gel e 30 unidades de “cápsulas Vanessa” (equipamento desenvolvido para tratamento de pacientes infectados pela covid-19).

“Fiz tudo que estava ao meu alcance, seja como cidadão ou como agente público. Estou aqui humildemente me colocando à disposição. Não somente da prefeitura, nem de sindicatos e entidades, mas sim, à disposição da sociedade de modo em geral. Eu continuo sendo o mesmo. Estou aqui de coração aberto, como sempre fiz, e disposto a ajudar no que for preciso”, visivelmente emocionado, disse o deputado.

Esta foi a primeira vez que Xuxu Dal Molin foi convidado para participar de uma reunião do Comitê de Prevenção e Enfrentamento ao Coronavírus de Sorriso.

Já na abertura do encontro, e de forma unânime, os participantes demonstraram preocupação com os reflexos trazidos pela imposição das novas medidas que visam a prevenção e o contágio da covid-19.

Um dos primeiros a se manifestar foi o conselheiro fiscal do Sindicato dos Produtores Rurais de Sorriso, Tiago Stefanello Nogueira. Na ocasião ele enalteceu o empenho do comitê diante da pandemia e rechaçou a possibilitou do fechamento das empresas.

“Faz treze meses que estamos discutindo ações para conciliar a prevenção com o funcionamento das empresas. No começo [da pandemia] a prefeitura fechou tudo por quatro dias e qual foi o resultado? Quase ‘matamos’ o comércio (…). Fico indignado ao ver um pai ser impedido de levar o sustento pra sua família. Isso, sim, gera a minha revolta. Não podemos aceitar que fechem nada”, desabafou.

O discurso do produtor rural foi endossado pelo presidente da Associação Comercial e Empresarial de Sorriso (Aces), Sávio Junior Zaniolo. O empresário defendeu que o município acione a Justiça para barrar eventuais excessos por parte do Governo do Estado. Zaniolo também questionou a confiabilidade da metodologia utilizada pelo governo  para classificar o risco epidemiológico de cada município.

“Recentemente visitei um amigo e fiquei espantado quando ele me disse que precisou demitir oito funcionários, que o movimento caiu em torno de 50%, mas as contas continuam vindo normalmente. Não podemos permitir a imposição de decisões arbitrárias. Não podemos tolerar que isso continue acontecendo. A impressão é que estamos vivendo numa ditadura”, disse o empresário ao concluir que “o empenho do deputado estadual Xuxu Dal Molin tem sido fundamental para o fortalecimento do setor”.

Nesta quinta-feira (25), durante reunião com representantes do setor produtivo, no Sindicato dos Produtores Rurais de Sorriso, o deputado já havia se posicionado contra a imposição de novas medidas restritivas e, novamente, defendeu a necessidade da veiculação de campanhas de conscientização.

“Sempre defendi a necessidade do distanciamento social, da higienização das mãos, do uso das máscaras faciais, mas nunca concordei como a imposição de isolamento social e o motivo é muito simples. Mato Grosso tem a missão divina de produzir alimentos para o Brasil e o mundo. Se nossa agricultura parar em pouco tempo teremos pessoas morrendo de fome”, afirmou o parlamentar. 

Fonte: ALMT

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