CPI da Energisa ouve Faissal e acata sugestões feitas pelo parlamentar


Foto: Marcos Lopes

O deputado estadual Faissal Calil (PV) foi ouvido na última terça-feira (30) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga supostas irregularidades e fraudes cometidas pela Energisa, concessionária de energia elétrica que atua em Mato Grosso. A apuração na Casa já dura um ano e meio e algumas sugestões do legislador foram acatadas pelos membros do grupo que apura denúncias envolvendo a empresa.

No requerimento, entregue à Comissão e aprovado por unanimidade pelos colegas de parlamento, Faissal pede que a empresa apresente a evolução dos investimentos executados pela Energisa desde 2013 e quem ela contratou para a execução destes serviços. O deputado sugeriu ainda que a concessionária forneça todos os contratos referentes a construção das linhas de transmissão a partir do início das atividades da mesma em Mato Grosso, juntamente com as notas fiscais de pagamento destas operações

“Se faz necessário que esta CPI busque as explicações e solicite a documentação relativa aos investimentos feitos pela Energisa em todo o período de concessão em Mato Grosso. É de suma importância a elucidação dos fatos, visto que o valor das tarifas é medido pelos investimentos executados pela concessionária, considerando que estes recursos aplicados pela empresa são ressarcidos a ela pelo consumidor”, afirmou.

Recentemente, Faissal apresentou uma série de denúncias em suas redes sociais apontando manobras contábeis e irregularidades cometidas pela Energisa em Mato Grosso. Entre as fraudes apontadas pelo parlamentar estão, por exemplo, a omissão em balanços da empresa de investimentos feitos para serem inseridos em anos posteriores, resultando assim em números divergentes que iriam se somar aos ativos da empresa.

“Chegaram ao nosso conhecimento alguns indícios de manipulação contábil e o que nós queremos é que se investigue a fundo estes investimentos executados pela Energisa em nosso estado. A tarifa que pagamos em nossas contas de energia é calculada também com base nestes números, ou seja, tudo que ela faz, como linha de transmissões por exemplo, é repassado futuramente no cálculo tarifário e é o cidadão quem, literalmente, paga essa conta. Verificamos em um estudo breve e preliminar de seus balanços que são fornecidos pela própria Energisa, em seu site, algumas inconsistências”, disse o parlamentar.

Além de escutar Faissal, a CPI da Energisa também definiu, na reunião de terça-feira, que irá ouvir o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone da Nóbrega, assim como um dos diretores da autarquia, Sandoval de Araújo Feitosa Neto. Ambos devem ser interrogados pela Comissão em breve.

Fonte: ALMT

Comentários Facebook